SER OU NÃO SER... não é fácil!
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INTRODUÇÃO:
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Como treinador e espectador, confesso que nem sempre é fácil aceitar algumas decisões da equipa de arbitragem, tanto nos meus jogos como noutros que vejo. Sei que não é fácil ser árbitro e sei que a maior parte das vezes nos esquecemos disso. De resto, como em qualquer área da vida, há bons e maus... árbitros; treinadores; jogadores; dirigentes... pessoas!
Eu tomei uma decisão e fiz uma promessa a mim próprio: evitar o mais possível comentar, discutir ou criticar decisões das equipas de arbitragem.
Esta decisão foi tomada à alguns anos. O que me levou a tomar esta "difícil" decisão foi o facto de ter passado por uma situação estranha que acredito que alguns árbitros passam, por vezes:
- na parte final de um treino decidi proporcionar um momento de alguma descontracção psicológica (a sessão tinha sido exigente), permitindo um curto jogo entre duas equipas que os próprios jogadores escolheram. Eu seria o árbitro dessa "peladinha" que incluía uma aposta vantajosa para a equipa que ganhasse!...
O jogo começou e rapidamente ficou bastante renhido, muito sério... e sem querer, vinha no seguimento da exigência do treino...
Numa disputa de bola mais calorosa, apitei cheio de convicção de que estava certo, uma falta... o eventual infractor vira-se para mim (aborrecido) e diz com uma convicção impressionante (que me confundiu): ... "míster, eu nem lhe toquei... não foi falta!" Claro que mantive a minha decisão mas fiquei perturbado com a possibilidade de me ter enganado. Juro que eu vi uma falta... apitei convencido que estava a ser justo! Para tirar as dúvidas, no final, perguntei ao outro interveniente se tinha sofrido falta. A resposta foi frustrante: "... não míster, ele nem me tocou. Fiz o meu papel. Pena não ter chegado para ganhar a peladinha..."
Aprendi algo!
Depois disto, prometi a mim mesmo não discutir irreflectidamente (muito menos publicamente) decisões das equipas de arbitragem.
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O texto que se segue deste prefácio, foi escrito por um bom árbitro do nosso Distrito. Obrigado pela colaboração. Resta-me dizer que já ganhei e perdi jogos onde apitou, nem sempre concordando com algumas decisões. Espero que não tenha achado que, eu, como treinador nesses jogos, pudesse ter feito mais... Ainda bem que os árbitros não comentam o trabalho dos treinadores...
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PREFÁCIO:
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O Futebol, como jogo que é, tem as suas regras. Regras que alguém decidiu chamar "Leis de Jogo".
Como "pontapé de saída" uma questão: Qual de nós ousaria jogar "Monopólio", esse tão célebre jogo, sem conhecer as regras?!
O Futebol, esse jogo recheado de emoções, que gera paixões e atrai multidões e que hoje movimenta milhões, não passa de isso mesmo, um jogo com regras que para se entender é preciso conhecer. Regras que visam garantir, entre outras coisas, o espectáculo, a segurança dos intervenientes, a educação, o respeito.
Como "pontapé de saída" uma questão: Qual de nós ousaria jogar "Monopólio", esse tão célebre jogo, sem conhecer as regras?!
O Futebol, esse jogo recheado de emoções, que gera paixões e atrai multidões e que hoje movimenta milhões, não passa de isso mesmo, um jogo com regras que para se entender é preciso conhecer. Regras que visam garantir, entre outras coisas, o espectáculo, a segurança dos intervenientes, a educação, o respeito.
17 regras, pré-estabelecidas, com as quais todos os intervenientes, concordando ou não com elas, decidem aceitar e participar no jogo.
As regras, como em qualquer jogo, têm uma ordem lógica e também um espírito, para que, em algumas circunstâncias inesperadas, e o Futebol é pródigo nelas, se possa tomar uma decisão que não viole essas mesmas regras.
Assim, para se jogar uma partida de Futebol, começa por ser necessário o terreno de jogo (Lei I), seguindo-se os elementos fundamentais, a bola (Lei II) e o número de jogadores que nele podem participar (Lei III), e que vestuário podem ou devem utilizar (Lei IV).
Posto isto, as regras do jogo de Futebol contemplam a existência de um Árbitro (Lei V) que zele pelo cumprimento das regras e de Árbitros Assistentes (Lei VI) que têm por missão, como o próprio nome indica, assistir o Árbitro principal nessa tarefa.
Como Árbitro que sou, não posso deixar de referir, que estas duas regras, fazem parte do jogo em que todos aceitam participar, mas que paradoxalmente passam o tempo a questionar.
A regra seguinte define a duração do jogo (Lei VII) e em seguida espera-se então que o jogo possa começar ou se for o caso recomeçar (Lei VIII). Passa então a ser importante saber quando é que a bola está dentro ou fora do terreno de jogo (Lei IX) e como se podem obter os golos (Lei X).
Uma das regras mais interessantes do jogo de Futebol é o Fora-de-Jogo (Lei XI) pela sua complexidade e difícil análise, gera sempre alguma discussão.
No jogo de Futebol, apesar de por exemplo o contacto físico ser permitido, existem algumas atitudes que estão limitadas e que quando violadas são penalizadas como faltas e comportamentos anti-desportivos (Lei XII), esta regra também limita a utilização das mãos e condena as atitudes violentas ou desrespeitosas. A violação destas limitações, em função da sua gravidade, pode dar origem a advertências ou expulsões.
A punição técnica destas violações poderá ser efectuada através de Pontapés Livres (Lei XIII) ou Grande Penalidade (Lei XIV) em função de diversos aspectos, como o local onde a falta é cometida, por quem, sobre quem, de que forma e em que circunstâncias.
Para o fim ficam as regras que definem as reposições de bola em jogo, quando esta sai do terreno por acção dos intervenientes e se há lugar a um Lançamento Lateral (Lei XV), Pontapé de Baliza (Lei XVI) ou Pontapé de Canto (Lei XVII).
Nada mais simples, dirão alguns!
Nada mais complexo, dirão aqueles que, como eu, Árbitros, temos a difícil e por vezes ingrata missão de as fazer cumprir, pois, em verdade, de tão complexas que são e de difícil interpretação, os intervenientes como "advogados ferozes" passam a vida a tentar ajuizar em seu proveito.
Talvez por isso, aqueles que têm por missão cumprir as regras, tenham sido apelidados de "Juízes" e as regras se chamem " Leis de Jogo".
As regras, como em qualquer jogo, têm uma ordem lógica e também um espírito, para que, em algumas circunstâncias inesperadas, e o Futebol é pródigo nelas, se possa tomar uma decisão que não viole essas mesmas regras.
Assim, para se jogar uma partida de Futebol, começa por ser necessário o terreno de jogo (Lei I), seguindo-se os elementos fundamentais, a bola (Lei II) e o número de jogadores que nele podem participar (Lei III), e que vestuário podem ou devem utilizar (Lei IV).
Posto isto, as regras do jogo de Futebol contemplam a existência de um Árbitro (Lei V) que zele pelo cumprimento das regras e de Árbitros Assistentes (Lei VI) que têm por missão, como o próprio nome indica, assistir o Árbitro principal nessa tarefa.
Como Árbitro que sou, não posso deixar de referir, que estas duas regras, fazem parte do jogo em que todos aceitam participar, mas que paradoxalmente passam o tempo a questionar.
A regra seguinte define a duração do jogo (Lei VII) e em seguida espera-se então que o jogo possa começar ou se for o caso recomeçar (Lei VIII). Passa então a ser importante saber quando é que a bola está dentro ou fora do terreno de jogo (Lei IX) e como se podem obter os golos (Lei X).
Uma das regras mais interessantes do jogo de Futebol é o Fora-de-Jogo (Lei XI) pela sua complexidade e difícil análise, gera sempre alguma discussão.
No jogo de Futebol, apesar de por exemplo o contacto físico ser permitido, existem algumas atitudes que estão limitadas e que quando violadas são penalizadas como faltas e comportamentos anti-desportivos (Lei XII), esta regra também limita a utilização das mãos e condena as atitudes violentas ou desrespeitosas. A violação destas limitações, em função da sua gravidade, pode dar origem a advertências ou expulsões.
A punição técnica destas violações poderá ser efectuada através de Pontapés Livres (Lei XIII) ou Grande Penalidade (Lei XIV) em função de diversos aspectos, como o local onde a falta é cometida, por quem, sobre quem, de que forma e em que circunstâncias.
Para o fim ficam as regras que definem as reposições de bola em jogo, quando esta sai do terreno por acção dos intervenientes e se há lugar a um Lançamento Lateral (Lei XV), Pontapé de Baliza (Lei XVI) ou Pontapé de Canto (Lei XVII).
Nada mais simples, dirão alguns!
Nada mais complexo, dirão aqueles que, como eu, Árbitros, temos a difícil e por vezes ingrata missão de as fazer cumprir, pois, em verdade, de tão complexas que são e de difícil interpretação, os intervenientes como "advogados ferozes" passam a vida a tentar ajuizar em seu proveito.
Talvez por isso, aqueles que têm por missão cumprir as regras, tenham sido apelidados de "Juízes" e as regras se chamem " Leis de Jogo".

